Vota.AI

Em 2026, o Senado Federal terá 54 vagas em disputa, sendo 2 por estado e 2 no Distrito Federal. Cada eleitor votará em dois candidatos diferentes para o Senado.

Esta página reúne dados básicos, públicos e verificáveis sobre os candidatos ao Senado em cada unidade da Federação. Todas as informações são obtidas de fontes oficiais da Justiça Eleitoral.

54 Vagas em disputa
27 Unidades da Federação
02 Votos por eleitor

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A CAMPANHA E O VOTA.AÍ

A campanha "Construindo a democracia que queremos" nasce de uma inquietação recente:

Como escolher com clareza quando tudo parece disputar nossa atenção ao mesmo tempo?

Pensando que, em 2026, milhões de pessoas irão às urnas decidir os próximos caminhos do país e que vivemos um período no qual a circulação acelerada de informações, a desinformação e a crescente desconfiança nas instituições tornam mais difícil compreender o funcionamento da política e tomar decisões com consciência, é seguro afirmar: o fortalecimento da democracia passa por ampliar o acesso ao conhecimento, à reflexão crítica e a informações verificáveis.

Nosso objetivo aqui não é orientar votos nem promover candidaturas, mas contribuir para que cada pessoa possa entender melhor o processo eleitoral e fazer suas próprias escolhas de forma autônoma e informada.

Como um braço importante dessa iniciativa, desenvolvemos o Vota.AÍ, uma experiência digital que combina aplicativo gamificado, chatbot e conteúdos educativos.

Decidimos focar no Senado Federal para iniciar este projeto, e não foi por acaso. Trata-se de uma das instituições mais importantes para o funcionamento da democracia brasileira, responsável por decisões que impactam diretamente o país, mas que muitas vezes recebe menos atenção no debate público durante os períodos eleitorais.

Acreditamos que escolhas conscientes ajudam a construir um futuro mais justo.

QUEM SOMOS

O Instituto Vladimir Herzog é uma organização independente da sociedade civil que atua na defesa da democracia, dos direitos humanos e da liberdade de expressão. Criado em memória do jornalista Vladimir Herzog, desenvolve projetos, pesquisas e iniciativas em parceria com educadores, jornalistas, pesquisadores, organizações sociais e instituições públicas para fortalecer a cultura democrática.

Nossos parceiros
Esta iniciativa é resultado de um esforço coletivo. Agradecemos aos nossos parceiros Tijolo Estúdio, Pyr Marcondes, bsza.design e Fagner Absynth, que contribuíram para o desenvolvimento e execução desta campanha e do Vota.AÍ.

TRANSPARÊNCIA

A DEMOCRACIA QUE QUEREMOS

A segurança pública é um desafio do Brasil e responder à violência que afeta a população é uma responsabilidade do Estado. Em uma democracia, a função das forças de segurança polícia é proteger as pessoas e garantir seus direitos. Por outro lado, modelos de segurança marcados pelo uso excessivo da força costumam resultar em violações que recaem principalmente em pessoas negras e moradores de periferia. Assim, esses grupos não conseguem exercer seus direitos plenamente. Para que o país seja realmente democrático, é preciso que as ações policiais sejam transparentes e fiscalizadas. A segurança é um direito de todos, independente de raça ou classe social.

Para que a democracia e os direitos humanos sejam plenamente garantidos no Brasil, o acesso à saúde deve ser compreendido como um direito universal que assegura a todos o bem-estar e os cuidados médicos necessários para uma vida digna. Mais do que apenas não estar doente, ter saúde significa ter condições de viver plenamente. Assim, a saúde se torna democrática quando protege a vida de todos, sem distinção de qualquer espécie, e garante que a dignidade humana seja respeitada em todas as suas dimensões.

As mulheres brasileiras ainda enfrentam desigualdades que limitam seu papel na sociedade, com alta incidência de feminicídio e violências físicas, além de menos acesso a renda, a oportunidades e a espaços de decisão. Tudo isso recai ainda mais sobre mulheres negras, indígenas e população LGBT+. Sem políticas que enfrentem o machismo, a democracia brasileira permanece incompleta. Quando as mulheres têm condições de participar ativamente, elas ajudam a construir um país mais justo para todos.

A diversidade deve ser celebrada como uma potência, jamais como motivo de discriminação. Para uma democracia real, é preciso a compreensão de que tratar todos da mesma forma não é suficiente, pois muitas pessoas começam a vida em desvantagem devido a séculos de exclusão. É aqui que entra a equidade: o reconhecimento de que populações como a negra, a indígena, a de mulheres e a LGBT+ enfrentam barreiras específicas, como o racismo estrutural e o machismo, e por isso precisam de políticas que ajustem esses desequilíbrios para que todos alcancem os mesmos direitos na prática.

A construção de uma sociedade justa, inclusiva e democrática passa pela promoção do trabalho digno que possa ser conciliado com outras esferas da vida, como saúde, lazer e participação social. Diante das transformações tecnológicas, das novas formas de trabalho e dos desafios da crise climática, cabe ao poder público regulamentar as relações de trabalho digitais, valorizar o trabalho de cuidado e incentivar a economia solidária, o cooperativismo e modelos de desenvolvimento sustentável. São importantes ainda a promoção do desenvolvimento regional e a articulação da justiça social com proteção ambiental.

No Brasil, a educação é direito de todos, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Mais do que apenas ensinar conteúdos, numa democracia a educação ajuda a formar cidadãos ativos, que participam da vida do país e ajudam a torná-lo mais justo. Para isso, as instituições de ensino precisam ser espaço de convivência democrática, onde a voz e a experiência de cada pessoa são valorizadas. A educação de qualidade funciona como um motor para a democracia: ela ensina as pessoas a participar da vida comum, buscarem direitos e a combaterem violências.

A Constituição Brasileira coloca a proteção da vida digna no centro de tudo. Na hora de tomar decisões hoje, é urgente reconhecer que problemas como enchentes e secas não atingem todos da mesma forma: eles ferem muito mais as populações pobres, negras e indígenas. Ouvir quem mais sofre com os impactos das mudanças climáticas é fundamental para que o progresso não aconteça à custa da qualidade de vida de determinadas populações.

Imagens